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De onde vem a obesidade?

A principal origem da obesidade no cão é evidentemente um consumo de alimento muito superior às suas necessidades. Esta doença evolui aliás em duas fases:
- na fase inicial qualificada de dinâmica, a ingestão energética é excessiva e o animal ganha peso.
- Na segunda fase, dita estática ou de estabilização, o cão reduz por si mesmo a sua ração e o seu peso permanece constante (diz-se que “o obeso come menos”).


Dentre as causas determinantes da obesidade, alimentação é sem dúvida preponderante, freqüentemente associado a uma falta de exercício, em especial no meio urbano. Mas algumas raças são geneticamente predispostas: Cocker, Labrador, Collie por exemplo.

Neste estágio, a alimentação do filhote durante o seu crescimento é fundamental porque o aumento da quantidade de tecido adiposo no obeso resulta do crescimento em tamanho das células de gordura (adipócitos), mas principalmente do aumento do seu número. O filhote super alimentado vai produzir muitas células adiposas que, como pequenos balões apenas terão que se encher de gordura na idade adulta.

 

É preciso portanto alimentar da melhor forma s filhotes em crescimento evitando os alimentos muito apetitosos em benefício de alimentos completos secos especializados.

Além disso, excitar a gulodice de um cão em lhe oferecer muitos doces e bolos é um fator não desprezível do desenvolvimento da obesidade.

 

Finalmente, a obesidade está freqüentemente associada a doenças endócrinas mais graves (hipotiroidismo, doença de Cushing), ou é às vezes um dos “resultados” da doença, razão pela qual um check-up completo deve sempre ser realizado num cão excessivamente gordo.

O que fazer em caso de obesidade?

Uma vez estabelecido o diagnóstico e determinado o grau de obesidade do cão, o sucesso do tratamento depende fundamentalmente da tomada de consciência e da determinação do dono em fazer o cão respeitar o regime imposto. Será então necessário:

- Seguir a evolução do peso do cão pesando-o a cada semana, afim de controlar a perda de peso prescrita pelo veterinário.

- Suprimir de forma imperativa qualquer guloseima rica em açúcar, em amido ou em gorduras: é possível substitui-las vantajosamente, quando o cão as pede, por cascas de batata por exemplo.

- Diminuir para menos a quantidade de alimento fornecida (que poderá cobrir apenas 60% da necessidade energética do cão como correspondente ao peso desejado).

- Reduzir a proporção de gorduras na ração,

- Enriquecer levemente o alimento em proteínas, minerais e vitaminas.


Em seguida, reduzir a quantidade de alimento consumido quotidianamente pelo cão pode ser um problema, já que este aceita mal ver o seu volume alimentar ser assim restringido. O objetivo de um alimento bem concebido será portanto o de manter o volume do bolo alimentar concentrando-o ao mesmo tempo em nutrientes essenciais; a melhor solução prática será mais uma vez o alimento especializado que irá garantir a cobertura das necessidades específicas (sendo o ideal o alimento hipocalórico completo seco ou em sopa a reidratar em venda na maioria dos veterinários).


Seguindo estes preceitos, é razoável esperar fazer com que o cão perca 4 a 5% do seu peso a cada mês, dando-lhe assim progressivamente mais saúde, vitalidade e esperança de vida.



Fonte: Royal

 

 

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